Caros companheiros de vivência. Boa noite.
O trem continua feio viu.
Nossa, tudo o que não exercitamos cai no desuso, ou seja, no esquecimento, que por sua vez, atrofia.
Estou com um bloqueio mental tão grande que não consigo escrever muitas coisas atualmente, apenas rabisco meio dúzia de palavras sem nexo e vou salvando aqui nos rascunhos. Tá osso aqui viu!
Mas também, vejam bem. Estou morando em uma cidadezinha no interior de Minas Gerais (tipo roça) comum total de habitates de aproximadamente 6500 pessoas.
Para os moradores de Uberaba/MG, esta cidade tem o tamanho do bairro Boa Vista com a aparência do bairro Residêncial 2000.
O nome dessa “querida” cidade é Limeira do Oeste (ou como eu digo “Poeira do Far’Oeste) e o povo daqui tem uma mentalidade dos Anos 90. Um povo que não tem muito conteúdo, não estudam com afinco…
Esses dias para trás, eu li uma menina fazendo um pedido de lanche para sua mãe que iria buscá-lo e deixar para ela. Quando eu li o bilhete contendo o pedido do lanche, eu quase morri. Vejam como estava:
“2 pão fracês;
2 fatia de mussarela
2 fatia de mortaNdela”
Eu coloquei o “N” em destaque para que todos percebam que não existe N nesta palavra. Onde já se viu algo assim.
Por isso eu não estou conseguindo ter muito o que escrever. Estou sendo contagiado pela mansidão e ignorância da população dessa cidade.
Em Iturama, a cidade mais próxima daqui, as coisas não ficam muito longe. Depois que eu entrei em uma lanchonete para poder tomar suco e li no cardápio “SUCO DE COCÔ” eu ‘pirei’ meu ‘cabeção’.
Caralho, como assim? Será que o povo não pesquisa antes de escrever? Certa vez, lá em Uberaba, eu entrei na Sorveteria Sorriso da Leopoldino de Oliveira, em frente ao antigo Cine Metrópole, e sem brincadeira nenhuma, a menina do balcão havia escrito a próprio punho “MelÂncia”.
Não sei se essa jovem ainda trabalha lá, mas eu expliquei para ela que a palavra melancia não possui acento.
O brasileiro precisa estudar, investir em si mesmo. Tornar-se capaz de enfrentar os grandes lá fora e mostrar ao mundo, a que veio o povo brasileiro.
Se continuarmos assim, continuaremos aceitanco esses “FERNANDO COLLOR’s” da vida como presidentes da república e assim por diante.
Chega de sermos despresados, de sermos taxados como o “POVO DO JEITINHO” brasileiro.
Temos nosso valor e que mostremos para o resto do mundo o nosso incrível potencial.
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